terça-feira, 29 de abril de 2014

Café da manhã na 'Venda do Chico'

Domingo de manhã resolvemos ir tomar um café da manhã tipicamente mineiro na Venda do Chico. O lugar fica na rodovia Fernão Dias (BR 381), entre Três Corações e Carmo da Cachoeira. Possui um restaurante e uma lanchonete. No restaurante você paga um valor por pessoa e come a vontade uma bela comida Mineira, servido de frango com quiabo, frango a molho pardo, linguiça mineira, costelinha de porco, filé de tilápia, acompanhados de arroz, tutu, couve, angu, e o legítimo torresmo. Para finalizar, vários doces preparado na própria fazenda.
Na lanchonete você encontra um lugarzinho aconchegante com fogão à lenha aceso passando um bom cafezinho, e experimenta quitandas da roça como broas de fubá, pau a pique, e pamonha.
Aos domingos a Venda do Chico se torna ponto de encontro para os motociclistas da região.

                                               Acima, a localização da 'Venda do Chico'.


                                                            A frente da lanchonete.

                                                        E aqui a frente do restaurante.

                                   Chegamos Eu e Mi, e um casal amigo nosso (Gabriel e Lívia).
                               A venda já estava  cheia de motociclistas. Fomos direto tomar um
                                                   cafezinho para dar aquela acordada.


                                Não lembro qual era o assunto aí, mas devia ser bem engraçado.


                                       Experimentamos umas pamonhas de milho com queijo.




                                                        O lugar é muito bem cuidado.



                                        Miniatura de um carro de boi cheio de doces da roça.


                                                         Olha o tamanho desse doce.

                                     O bule de café fica no fogão à lenha, e você pode se servir.
                                      Como o bule, as xícaras também são de metal esmaltado,
                                                                 tipicamente mineiro.

                                A Mi como uma boa artesã, foi ver de perto um artesanato feito
                                                               com uma janela antiga.

                                                              Aqui um carro de boi.

                         Nessa foto da para ver um pouco da quantidade de motos que estavam 
                                                                 em frente a venda.

Domingão de manhã sempre da vontade de sair por aí de motoca, nem que for pra tomar um simples cafezinho, almoçar, qualquer coisa desde que precise pegar estrada para chegar lá. É a terapia do final de semana.

A 'Venda do Chico' fica no km 743 da BR 381 (Fernão Dias), perto do trevo de Três Corações. Recomendo para quem for passar pelo trecho, parar e conhecer o lugar. Quase todos os produtos são produzidos lá na própria fazenda mesmo, e representam muito bem a gastronomia 'de roça' mineira.

Distâncias da Venda do Chico:

Belo Horizonte/MG   270 Km
São Paulo/SP   310 Km
Caxambu/MG   98 Km
Pouso Alegre/MG   120 Km
Poços de Caldas/MG   190 Km

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Marina náutica de Varginha/MG

Num ensolarado domingo de Março resolvemos dar um rolezinho de moto antes do almoço. Fomos parar na marina náutica, que fica a 10 km do centro de Varginha, ás margens da represa de Furnas. Ficamos impressionados com o nível do lago, que esse ano está 8 metros abaixo do nível normal. 

                    Acima uma imagem que fiz no google maps mostrando a localização da marina.
                                 (na imagem do satélite a represa estava no seu nível normal)

                                                     Ao fundo o restaurante da marina.

                                             Mi tomando uma cervejinha para abrir o apetite.

                                            Eu no suco de abacaxi porque estava pilotando.

                          Fora do salão do restaurante tem umas mesinhas em baixo das árvores.




                                Onde era para se ver um espelho de água, sobrou apenas o rio.
                                Com o nível da represa normal, a água encosta nessas palmeiras
                               na beira do gramado. Dá pra ver até uma casa flutuante encalhada.



                     Para se ter uma ideia de como a represa de Furnas está vazia, separei essa foto
                       que tirei da Mi em 2009. Nessa antiga foto, ela está no mesmo local da foto
                                              acima dessa, onde estou manobrando a moto.

O 'mar de Minas' como é chamado o lago da represa de Furnas, banha 34 municípios e recebe turistas de todo o Brasil  e de outras partes do mundo. Sendo considerado um dos maiores lagos artificiais do planeta, o reservatório de Furnas tem capacidade para 22,59 bilhões de m3, e uma área alagada de 1.473 km2. Centenas de bares, restaurantes e pousadas cercam suas margens. Em vários pontos balsas fazem a travessia de veículos de um lado para outro. Além de turistas, o lago atrai pescadores e mergulhadores, pois existem ruínas de algumas cidades submersas. Em época de seca, como a que a represa enfrenta atualmente, algumas dessas ruínas e antigas pontes reaparecem das profundezas trazendo a história da região. Com o nível normal da represa existem pontos que chegam a 45 metros de profundidade.
 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Tiradentes / MG

Somente a ideia de pegar a moto e partir rumo a Tiradentes já é empolgante para qualquer motociclista, ainda mais quando se tem um motivo especial para fazer isso. No dia 17 de Janeiro nós juntamos a vontade de 'pegar a estrada' com um bom motivo para isso, o 6° aniversário do Fantasmas da estrada, moto clube de São João Del Rei/MG. O evento aconteceu em Tiradentes/MG no pátio Libertas, local anexo a bela cervejaria Tiradentes, e contou com churrasco na faixa e show com Creedence Cover.

                                                             Cartaz virtual do evento.

                                     O mapa acima mostra o caminho de Varginha a Tiradentes.
                              215 Km de distância, sendo quase 70 Km de Fernão Dias (BR 381)
                                                        e mais de 100 Km de BR 265.

                                     A foto acima mostra Tiradentes e São João Del Rei, no pé
                                                           da bela Serra de São José.

                                Primeira paradinha na BR 381, beber água e conferir a bagagem.

                                Parada em uma padaria em São Sebastião da Vitória para colocar
                                a capa de chuva pois o tempo estava fechando, faltava uns 30 Km
                                                            para chegar em Tiradentes.
                                                      
                                  A Mi teimou e não colocou sua capa, e disse que dava tempo
                             de chegar. Poucos quilômetros depois caiu um temporal e entramos
                                  em um posto, faltando uns 9 Km para o trevo de Tiradentes.

                                  Chegamos em Tiradentes não estava chovendo. Fomos direto
                                   para a pousada que tínhamos reservado com antecedência.
                                                                  Pousada Abaporu.

                                   Guardei a guerreira na garagem da pousada, e lá já tinha uma
                                  Harley Davidson Fat Boy. Conheci seu dono um pouco depois
                                    nos corredores da pousada, era um senhor muito gente boa.

                                Tomamos um banho para relaxar e fomos na praça central tomar
                                                       uma gelada em algum barzinho.

                                                      Comemos bolinho de bacalhau.

                                  Depois de beber algumas fomos procurar um lugar para jantar
                            e encontramos o Lombardo, o dono da Harley que conheci na pousada.

                                 Tomamos mais algumas junto com ele e sua esposa Goreti, depois
                            jantamos juntos. Eu e Mi estávamos com muita fome por causa da viagem.

                                 Depois de uma boa noite de sono fomos dar uma volta a pé pela
                                         cidade e tirar umas fotos. O evento seria mais a tarde.

                                   A vista da varanda da pousada de manhã, a serra de São José
                                                                  em meio a neblina.




Tiradentes certamente é a mais charmosa das cidades históricas. Em suas ruas coloniais calçadas com pedras, as igrejas do século 18 dividem a atenção com os preservados sobrados que abrigam bares, restaurantes, pousadas, antiquários, e lojas de artesanatos, e que acendem seus lampiões nas fachadas ao anoitecer. Ruas que sempre estão sendo cenário para filmes, seriados e novelas. Como moldura de fundo, a imponente serra de São José.
Tiradentes é um dos centros históricos da arte barroca mais bem preservado do Brasil.


                                    Bares bonitos pelo centro misturam o rústico com o moderno.


                                                            Várias capelas pelas ruas.


                                          Motocicletas artesanais em uma loja de artesanatos.


                             Nessa foto tem um palhaço olhando pela varanda, mas era um boneco.







                                       Becos estreitos ligam uma rua a outra, e curioso que tem
                                     portões nas duas extremidades para serem fechados a noite.




                                    No caminho um bar muito gostoso para sentar, em baixo de
                              grandes árvores e com MPB ao vivo. Fica em frente a cadeia antiga.


                                     Tem um fogão à lenha para quem quiser almoçar, ou servir
                                      um tira gosto. Tudo bem mineiro, com direito a torresmo.

                                        A Rede Globo estava filmando uma série na rua do bar.

                                     Quem estava apresentando era o jornalista Chico Pinheiro,
                                     que mesmo no meio da gravação dispôs a tirar uma fotinha.

                                  Depois da parada para a cerveja e o torresminho continuamos
                                    nossa caminhada até o principal ponto turístico da cidade, a
                                                            Matriz de Santo Antônio.

                                            Aqui nessa subida a matriz já apontava lá no alto.


                             Acima um busto do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes,
                           em sua homenagem a cidade ficou com esse nome. Tiradentes combateu o
                      governo monárquico. A inconfidência Mineira (1789) foi o movimento republicano
                       mais importante do período colonial, visando também a independência do Brasil.

                                                          Prédio da câmara municipal.

                               Achei essa foto fantástica, uma das melhores que tiramos na cidade.




                                                          A serra de São José ao fundo.





                            A matriz de Santo Antônio construída em 1710 é a segunda igreja em
                            ouro do Brasil (a primeira em Salvador/BA), tem trabalhos atribuídos
                             a Aleijadinho, e é uma das mais belas construções barrocas do país.
                            No interior há um órgão datado de 1788, considerado um dos quinze
                                                           mais importantes do mundo.


                                  A Mirilaine não está tomando uma latinha, mas sim chupando um
                              picolé, claro que registrei o momento. Só o calor mesmo pra fazer isso.


                                                Na volta para o centro a Mi fez amizades.


                               A igreja de São João Evangelista estava em restauração. Nela foi
                             enterrado o corpo de Manuel Dias de Oliveira, que conviveu com os
                                                             principais revolucionários.


                                                                  De volta ao centro.

                                         Colando um brasão do Moto Grupo em um barzinho.


                                           A todo momento chegavam motociclistas na cidade.


                            O passeio na cidade foi bom, mas estava na hora de irmos para o evento.


                              O aniversário do Fantasmas da estrada foi num belo lugar, o pátio da
                                                               cervejaria Tiradentes.


                             Já estava bem movimentado quando chegamos, motociclistas de várias
                                                                   partes do Brasil.

                              No pátio, além da cervejaria ainda tinha dois restaurantes, e toda a
                                                          parte de cima era pousada.

                         Adivinha quem encontramos novamente?  Lombardo e Goreti, os harleyros.



                          Mi tomando chopp na caneca do evento, com o brasão do Fantasmas.

                                          Tinha algumas tendas de acessórios, roupas e motos.




                                                     Eu e minha companheira de aventuras.
                                         (porque na verdade, viagem de moto é uma aventura)
                                


                          Batendo um papo com o Araújo, conhecido pelo triciclo com caixão.


                                 Eu e a guerreira, e lá trás uma galera querendo aparecer na foto.

                                 Uma faixa na entrada para dar boas vindas a todos que vieram.

                                                   Vários moto clubes estavam presentes.

                               Como uma boa artesã que se preze, Mi não pode ver um atesanato
                                                                   que quer tirar foto.

                                   E despencou a maior chuva. ainda bem que ao redor do pátio
                                   tem enormes varandas que acomodavam todos motociclistas.

                                   Conhecemos um casal gente boa, Carlão e Leila, que vieram
                                                         de triciclo do Rio de Janeiro.

                                     E encontramos o Biscoito, que tem uma loja de acessórios
                                      em Três Pontas (ao lado de Varginha), a Biscoito Motos.

                               O evento foi muito bom, e no Domingo tomamos um bom café da
                                                   manhã na pousada para curar a ressaca.

                               Demos uma última caminhada pela cidade antes de 'pegar a estrada'
                                                                           de volta.




                                  Dica: Nessa esquina que fica atrás do centro (rodoviária), tem
                                            alguns restaurantes self-service com preços bons.


                                            Na mesma rua tem uma feirinha de artesanatos.

                                Preparativos para o famoso festival de cinema de Tiradentes, que
                                                      seria no próximo fim de semana.

                                             Olha que quantidade de pimenta e doce mineiro.


                             Quando estávamos indo embora uma banda marcial tocava na praça
                                comemorando o aniversário da cidade, que era naquele domingo.
                                
                                         No caminho de volta entramos em São João Del Rei.

                      São João Del Rei é vizinha de Tiradentes, e com seus mais de 88 mil habitantes
                      é muito maior e já se perdeu nas modernas construções, mesmo mantendo seu
                                      centro histórico. Tiradentes possui apenas 7 mil habitantes.


                             A enorme igreja de Nossa Senhora do Carmo quase não cabe na foto.
                     É uma das principais igrejas coloniais da cidade, erguida na fase áurea do rococó.



                                                  A parte antiga da cidade é muito bonita.



                                             Igreja de Nossa Senhora do Rosário, de 1719.

                                     Grupos de excursão faziam passeios com guias pela cidade.


                                       Igreja de São Francisco de Assis, começada em 1774.
                                               Sua porta principal é trabalho de Aleijadinho.

                                     Comemos um pouco antes de 'pegar a estrada' para casa.
                                          A Mi tomou uma cervejinha gelada, e eu só na água.

                                     Passamos pela ponte sobre a saída da represa de Camargos.

                                                    Tomando mais uma aguinha gelada.


                          E na Fernão Dias (BR 381), quase em casa, paramos no Grão da terra
                                                    para fazer um lanchinho e esticar as pernas.



                                                                      Kibe de carneiro.

                                                                Bolo mineiro de fubá.

                                            Olha quanta bagagem, esse sissy bar é guerreiro.
                                        

Resumindo, a viagem foi incrível. A cidade de Tiradentes é especial sempre, em qualquer época. 
O evento foi muito legal, nem a chuva atrapalhou. O Fantasmas da estrada M.C. está de parabéns, muita organização, chopp gelado, churrasco na faixa para todos motociclistas (era só pegar o prato e passar na churrasqueira), brindes, rock n' roll, e atenção com os convidados. Vou mandar um agradecimento especial para o Alexandre do Fantasmas da estrada, porque quando estávamos quase chegando na cidade, pegamos um temporal e entramos em um posto, ele viu a gente e veio dar uma atenção, perguntou se estávamos lá para o evento e se precisávamos de alguma coisa.
No mais, foi muito bom. Quando consultamos a previsão do tempo na véspera da viagem sabíamos que poderia chover, e fomos mesmo assim, prontos para a aventura (fomos o único casal do moto grupo a ir). Porque tudo que a gente passa, depois vira experiência, vira história pra contar. Porque viajar de carro é viajar, agora viajar de moto passa a ser uma aventura. Como diz o ditado, a vida do motociclista é formada por quatro tempos: sol, chuva, sereno, e vento. Muito vento!


Distâncias de Tiradentes/MG:

Varginha/MG   215 Km
Belo Horizonte/MG   190 Km
São Paulo/SP   483 Km
Rio de Janeiro/RJ   327 Km
Barbacena/MG   70 Km
Passos/MG   338 Km
Juiz de Fora/MG   151 Km
Pouso Alegre/MG   291 Km
Poços de Caldas/MG   365 Km